
Escolas fechadas e protestos pela falta de professores
Ângelo Lucas / Global Imagens
O Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário anunciou, em Pombal, que vai reunir com o os diretores das escolas para que se procedam a aulas de compensação para os alunos que estiveram sem professores.
À margem da cerimónia comemorativa dos 25 anos da Escola Tecnológica e Artística de Pombal, João Grancho admitiu "o erro" que "penaliza" o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e acrescentou que, na próxima semana, a tutela vai "trabalhar com os diretores [escolas] para que seja possível implementar o compromisso" já assumido.
"Vamos garantir aulas de compensação para os alunos. Cada diretor irá apresentar as faltas que tiveram ao nível de professores para depois podermos agilizar esse mecanismo de compensação", sublinhou o secretário de Estado.
Sobre as listas de colocações dos professores, divulgadas esta sexta-feira, João Grancho adiantou que foi seguido "o procedimento normal, que já tinha sido seguido anteriormente", agora "com todas as correções que eram necessárias".
Por isso, o governante afirmou "não antever qualquer outro problema", esperando "que definitivamente as escolas entrem no seu ciclo normal".
"Após esta reserva, o nosso desejo é que se entre naquilo que era o ciclo normal de colocações de professores. Há sempre necessidade de novos lugares, quer por doença ou por outras situações que possam surgir. Mas esta é a rotina normal que agora se vai retomar nas colocações de professores", frisou.
Segundo o gabinete de comunicação do MEC, foram "publicadas as listas de colocação de docentes, no âmbito da Reserva de Recrutamento 03 (RE3) e notificados os candidatos e as escolas em relação aos horários atribuídos na sequência da Bolsa de Contratação de Escola 02 (BCE2)".
No total, foram colocados à disposição dos professores 4.368 horários da Reserva de Recrutamento 3 e da BCE2.
Dos 1460 horários disponibilizados pela RE3, foram preenchidos 1056 por professores contratados e outros 308 foram transferidos para a BCE2. Ou seja, ficaram ainda por preencher 96 horários.
Já no caso da BCE2, foram disponibilizados 3216 horários e preenchidos 2997, sendo que, destes, alguns poderão ficar vazios, já que os professores podiam concorrer a mais do que um horário e poderão agora recusar uma colocação.
A polémica em torno dos erros detetados na primeira BCE, que acabou por ser anulada, levou a que cerca de 150 professores colocados ficassem sem escola atribuída.
Segundo o Ministério, cerca de cem desses docentes vão continuar sem colocação: "Dos candidatos erradamente colocados na primeira BCE e que não obtiveram colocação após a correção da mesma, na semana passada, permanecem cerca de uma centena", refere o MEC.
No entanto, o Ministério diz que alguns destes professores poderão ainda obter colocação nos procedimentos seguintes, em lugares que venham a não ser ocupados, decorrentes da aceitação de colocação por outros docentes ou nas necessidades que as escolas vierem entretanto a declarar.
Segundo as contas do Ministério, depois destes dois procedimentos concursais continuam 312 professores dos quadros sem componente letiva.
