
A PSP destruiu esta quarta-feira mais de duas mil armas perdidas a favor do Estado, com as autoridades a garantirem que aumentou o número de armas ilegais apreendidas em Portugal.
O director nacional adjunto para a Área de Operações e Segurança da Polícia de Segurança Pública (PSP), superintendente chefe Jorge Barreira, disse que "sempre foi uma preocupação de que haja um efectivo controlo das armas que existem distribuídas na sociedade".
Sem referir números em concreto, Jorge Barreira mencionou que o "número de armas apreendidas é superior, em comparação com o ano passado".
As declarações foram proferidas à margem da operação de destruição das armas que esta quarta-feira ocorreu a sul do Tejo, no Seixal, e que contou com a primeira aparição pública do novo secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, Juvenal Silva Peneda.
O secretário de Estado, com a tutela das polícias, questionado sobre uma possível alteração à Lei das Armas, referiu que "não ia responder hoje", destacando que "importa apenas realçar o esforço da Polícia em apresentar resultados, que apreende em média sete armas por dia".
Juvenal Silva Peneda disse que o "resultado final é que duas mil armas saíram de mãos erradas" e que "reflecte mais eficiência e esforço da PSP seguramente", acrescentando que "não adianta avançar com estatísticas sobre criminalidade" e o que importa "é o sentimento de segurança, que sai reforçado com a destruição das armas".
O secretário de Estado disse ainda que, em relação ao reforço policial no Algarve, "o senhor ministro irá falar", na quinta-feira, durante a sua primeira visita à região, enquanto tutelar da pasta da Administração Interna.
A Lusa questionou o secretário de Estado se sentia alguma "fragilidade" por ser segunda escolha para o cargo que agora exerce no Ministério da Administração Interna, após Bernardo Bairrão ter sido anunciado mas que não chegou a tomar posse, Juvenal Silva Peneda afirmou que "não tem nada a ver com isso", explicando que o convidaram e "achou que não era altura de dizer que não, ponto final".
As mais de duas mil armas destruídas esta manhã de quarta-feira provêm de "pessoas que cometeram crimes e de processos judiciais", já transitados em julgado, precisou o director do Departamento de Armas e Explosivos da PSP, Francisco Bagina, que relatou serem "na sua maioria caçadeiras, revolveres e pistolas", além de navalhas, facas e punhais.
