
Cientistas americanos adicionaram novos organismos à lista de espécies registadas. Um macaco que espirra quando chove, uma minhoca minúscula que vive a mais de um quilómetro abaixo do solo e a primeira orquídea que floresce à noite são algumas das descobertas.
O "Top 10 de Novas Espécies" do Instituto Internacional de Exploração de Espécies da Universidade do Estado de Arizona celebra este ano o 5º aniversário. Entre os organismos selecionados para o "Top 10", encontra-se uma nova espécie de macacos, uma minhoca minúscula e a primeira orquídea que floresce à noite.
Desde 2000, têm sido descobertos, em média, 36 novos mamíferos todos os anos. Este ano, o top 10 inclui o "Rhinopithecus strykeri", um macaco que tem propensão para espirrar quando chove e tem pelo essencialmente preto, com uma barba branca.
A comissão também nomeou o "Halicephalobus mephisto", um verme com cinco milímetros que vive a mais de um quilómetro de profundidade, abaixo do solo. O verme é, atualmente, o organismo vivo terrestre multicelular que vive a maior profundidade.
A "Bulbophyllum nocturnum", única orquídea que floresce à noite, por volta das 22 horas, também faz parte da lista.
Nem todas as espécies da lista estão, atualmente, vivas. O "Walking Cactus" é um animal com 520 milhões de anos, que parece vincular um grupo extinto de criaturas.
"Quanto mais espécies descobrimos, mais surpreendente a biosfera se revela, e melhor estamos preparados para enfrentar quaisquer desafios ambientais que possam surgir", disse Quentin Wheeler, cientista que dirige o Instituto Internacional para a Exploração Espécies da Universidade do Estado de Arizona (IISE-ASU, na sigla original).
O instituto, juntamente com uma comissão internacional de cientistas, publicou esta lista na passada quarta-feira, data que coincidiu com o aniversário de Carolus Linnaeus, o botânico sueco que criou o sistema moderno de nomenclatura e classificação dos seres vivos.
Mais de 200 espécies foram nomeadas pelo IISE-ASU e os membros da comissão selecionaram os 10 que julgaram captar mais atenção.
Mary Liz Jameson, que presidiu a seleção da comissão internacional, disse, num comunicado, que "algumas das novas espécies têm nomes interessantes; outras destacam o pouco que realmente sabemos sobre o nosso planeta".
A lista é uma forma de homenagear os exploradores e cientistas que, todos os anos, continuam a descobrir novas plantas, animais, fungos e micróbios.
Por outro lado, pretende-se destacar a diversidade da vida no planeta e alertar para o problema da extinção, que ameaça cada vez mais essa diversidade.
Há mais de um ano, cientistas chegaram a afirmar que estamos a caminho de uma 6ª extinção em massa, causada pela atividade humana.
