
O grande mestre de ioga indiana BKS Iyengar, cujos ensinamentos seduziram milhões de pessoas em todo o mundo, morreu, esta quarta-feira, aos 95 anos.
A agência noticiosa indiana Press Trust of India (PTI) afirmou que Iyengar morreu num hospital devido a insuficiência renal.
Iyengar abriu a sua escola em 1973 em Pune (oeste), onde aperfeiçoou uma técnica inédita, que - afirmou - todos podiam seguir.
O guru treinou centenas de professores, que espalharam a sua perspetiva do ioga, baseada numa sucessão coerente de posições corporais e a utilização de acessórios (cordas, cintos) e móveis (cadeiras, mesas) para ajudar os menos experientes a conseguir realizar todas as posições - ou "asanas".
Autor de vários livros sobre ioga, uma prática com mais de dois mil anos de idade na Ásia, Iyengar cativou personalidades de todo o mundo.
O encontro com o violinista Yehudi Menuhin, durante uma viagem a Bombaim, na década de 1950, levou Iyengar a pensar na sua prática a nível mundial.
"Talvez ninguém tenha feito tanto como Iyengar para converter o ocidente ao ioga", escreveu em 2002 o jornal "New York Times".
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, também ele um amante de ioga, afirmou estar "profundamente triste" com a morte de Iyengar, que será cremado esta tarde.
