
Pescadores em terra até final do ano
Leonel de Castro/Global Imagens
Milhares de pessoas estão desesperadas desde que, no dia 19, foi proibida a pesca da sardinha. O Governo diz que serão pagos subsídios a pescadores e armadores. Há, porém, quem não tenha esses apoios e dependa do mar.
Segunda-feira, no Porto de Pesca de Matosinhos, há uma azáfama invulgar. Por todo o lado, circulam empilhadores, num corrupio que torna quase uma aventura circular pelo cais número 3, todo ele carregado de redes e outros apetrechos de pesca.
Para os forasteiros, poderia parecer que os barcos estavam carregados. Mas o que se passa é precisamente o contrário. Algo inédito. A maioria das 22 traineiras e motoras daquele porto de pesca estão a ser "desarmadas".
Proibidas de pescar sardinhas desde o dia 19 (porque foi atingida a quota ibérica de 20,52 mil toneladas) e perante os preços baixos do carapau, cavala, tainha e biqueirão, os armadores decidiram não ir mais ao mar até ao fim do ano. "Não dá nem para a despesa, quanto mais para salários. Estamos a retirar todos os apetrechos que possam ficar danificados pela paragem", explica Francisco Camacinho, exigindo subsídios pela paragem forçada, equivalentes aos da época de defeso (quando os pescadores recebem 600 euros mensais).
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