
Sonia da Graça e Larisa Gomes
Fábio Poço/Global Imagens
Larisa nasceu na ilha do Sal, Cabo Verde, há 24 anos e há seis deixou a mãe e os dois irmãos mais novos para estudar em Portugal. Já estava no Porto quando fez umas análises de rotina e descobriu que padecia de insuficiência renal.
Em 2012, começou a fazer diálise, três vezes por semana, e foi inscrita na lista para transplante de dadores cadáveres, explica a nefrologista Manuela Almeida, do Centro Hospitalar do Porto (que integra o Hospital de Santo António).
Volvido um ano sem que surgisse um órgão, abriu-se uma nova esperança: a mãe fazer uma doação. Foram realizados estudos de histocompatibilidade que comprovaram que o rim de Sónia da Graça provavelmente seria bem aceite pelo corpo da filha. Do ponto de vista médico, não havia obstáculos, até porque a realização de transplantes de dadores vivos é já um procedimento rotineiro em Portugal.
O problema que se colocou foi de ordem jurídica devido ao ineditismo do caso. Já tinham sido realizados transplantes envolvendo cidadãos estrangeiros, mas nunca de residentes fora de Portugal.
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