O Sindicato dos Jornalistas anunciou, esta sexta-feira, que "repudia firmemente" o despedimento de quatro jornalistas do semanário Expresso que "a administração da Impresa Publishing pretende fazer através da extinção dos respetivos postos de trabalho".
Em comunicado, o SJ adianta que foram invocados argumentos e critérios inaceitáveis e que podem pôr em causa o futuro da própria empresa".
A agência Lusa contactou o diretor do Expresso, Ricardo Costa, que remeteu o assunto para a administração.
O sindicato refere que na informação enviada aos jornalistas, a empresa "invoca a situação económica e argumenta com a necessidade de redimensionar os postos de trabalho na redação da versão do jornal em linha - reduzindo de quatro para três o número de redatores e extinguindo a secção de fotografia e vídeo (dois profissionais) e da secção de reportagem fotográfica do Expresso".
O SJ classifica de "inaceitáveis" as decisões, as quais "comprometem seriamente a capacidade editorial do jornal nas suas duas versões, sendo mesmo contraditórias com o propósito de desenvolvimento e valorização do digital e até com a intenção de este socorrer-se mais dos recursos da secção de reportagem fotográfica".
Acusa ainda que há "casos de persistente intenção da empresa de dirigir a sua escolha dos jornalistas a despedir para os casos de resistência a abordagens anteriores, sob a conhecida forma das chamadas 'rescisões amigáveis', designadamente nos processos de redução de pessoal de há cerca de dois anos e no Outono passado, mantendo-os assim numa lista negra de dispensáveis a todo o custo".
