
Um terço dos mais de 600 inquiridos para um barómetro sobre "Os Portugueses e a Saúde" classifica o ministro Paulo Macedo de "mau ou muito mau" e quase metade considera a sua gestão "muito má".
Elaborado pela empresa Spirituc Investigação Aplicada, em parceria com uma consultora de comunicação, este barómetro resultou de questionários realizados telefonicamente a 618 pessoas. Os dados serão oficialmente apresentados, esta terça-feira, às 14.30 horas, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
De acordo com as conclusões do estudo, a que a Lusa teve acesso, um terço dos portugueses "chumba" o desempenho de Paulo Macedo, considerando-o "mau ou muito mau".
A forma como o Ministério da Saúde faz a gestão do erário público é avaliada de forma ainda mais negativa: 43,5% dos portugueses considera que esta gestão é "muito má".
Sobre a comunicação estabelecida entre o governo e as populações, cerca de metade dos portugueses inquiridos (48,3%) defende mesmo que essa comunicação é "má ou muito má".
Questionados sobre se preferiam descontar para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou ter um seguro de saúde privado, 46,4% preferiam continuar a descontar para o sistema público e 47,3% optam pelo seguro de saúde.
Sobre as novas taxas moderadoras, também quase metade dos portugueses (48,1%) tende a considerar que em nada contribuirão para uma melhor gestão da saúde em Portugal.
O estudo apurou que os utentes do setor privado estão mais satisfeitos do que os do público.
Sobre a imagem que os portugueses têm da indústria farmacêutica, o barómetro apurou que dão "uma importância elevada ao papel que os laboratórios farmacêuticos desempenham na sociedade, particularmente na área da investigação de novos medicamentos e na promoção de ações de rastreio.
Quase metade dos inquiridos considera que "a marca do medicamento tem uma importância irrelevante na escolha do tratamento e que a televisão continua a ser o principal formador da opinião que os portugueses têm sobre os laboratórios farmacêuticos".
Ficha Técnica:
Universo: População Portuguesa, com telefone fixo ou móvel, residente em território continental, de ambos os géneros, com idade superior a 18 anos;
Amostra: 618 questionários;
Metodologia: Questionários telefónicos aplicados de forma aleatória em sistema de CATI;
Margem de erro e intervalo de confiança: Intervalo de confiança de 95% para uma margem de erro de ± 4,0%.
Período de realização: Janeiro de 2012
