Centro de Alcoitão recebe cada vez mais crianças vítimas de AVC

12.05.2013 - 11:43
O Centro de Reabilitação de Alcoitão tem tratado cada vez mais casos de crianças com diagnóstico de AVC, uma situação considerada muito rara em pediatria, geralmente associada a malformações congénitas, mas cujas causas não estão totalmente determinadas.
 
Centro de Alcoitão recebe cada vez mais crianças vítimas de AVC
foto Vítor Rios / Global Imagens
Centro de Reabilitação de Alcoitão

Segundo os dados oficiais do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, em 2011 foram observadas quatro crianças com AVC, em 2012 foram tratadas 21 e só este ano já entraram na instituição duas crianças e outras 10 estão a ser seguidas em ambulatório.

"Não há dados suficientes a nível nacional sobre a incidência do AVC na criança. Sabemos que há uma incidência de 200 em cada 100 mil adultos e que haverá um máximo de 14 crianças com AVC por cada 100 mil pessoas", disse à agência Lusa Nilton Macedo, enfermeiro no serviço de reabilitação pediátrica de Alcoitão, pertencente à Santa Casa da Misericórdia.

Apesar de ser um evento bastante raro na idade pediátrica, nos últimos anos as crianças e jovens observados em Alcoitão têm sido cada vez mais, embora o enfermeiro não consiga encontrar uma explicação para este aumento.

As próprias causas do AVC pediátrico não são totalmente esclarecidas, apesar de haver uma forte associação com patologias congénitas (como uma malformação arteriovenosa), algumas das quais permanecem desconhecidas até ao acidente vascular cerebral ocorrer.

"Se as causas de raiz associadas ao AVC são patológicas não consigo explicar a razão do aumento [dos casos em Alcoitão]", refere Nilton Macedo, adiantando que este é o único centro de reabilitação em Portugal com internamento em pediatria, recebendo por isso crianças referenciadas de hospitais de todo o país e regiões autónomas.

E as malformações que estão na base destes AVC em idade pediátrica podem ser uma "bomba relógio", como indica o enfermeiro, já que em mais de 90% dos casos não são detetadas à nascença: "Numa malformação arteriovenosa pode haver uma rutura aos 2 anos como aos 80 anos".

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