
No cancro e noutras doenças, a alimentação pode ser um aliado ou um inimigo
Eric Vidal / Reuters
Em Portugal, morrem 70 pessoas por dia com tumores malignos (INE, 2012) e o número tende a subir. No cancro e noutras doenças, a alimentação pode ser um aliado ou um inimigo. Há que fazer escolhas.
Não se sabe exatamente porquê, mas está provado que os países do hemisfério Norte e a Austrália têm maior prevalência de determinados tipos de cancro (mama, colorretal e pulmão). América do Norte, Europa, Ásia e Oceânia aparecem a vermelho num mapa que deixa muitas interrogações. O envelhecimento demográfico, o sedentarismo e as causas ambientais têm muitas responsabilidades, mas aquilo que comemos pode ser decisivo.
"A alimentação é provavelmente um dos principais iniciadores ou inibidores da doença", afirmou Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (Direção Geral da Saúde), durante a conferência "Alimentação e Cancro", promovida, no último fim de semana, no âmbito do programa das comemorações dos 25 anos do Ipatimup.
