Com um corpo estranho de 13 centímetros no local da mama direita, Emília Fernandes foi impedida de fazer radioterapia e prosseguir os tratamentos de combate ao cancro. Tem que voltar a ser operada.
Há praticamente uma semana que Emília Fernandes está internada no serviço de medicina interna do Hospital Distrital da Guarda com uma septicemia. A doente recebeu o diagnóstico primário de infeção generalizada no sábado passado, dia 27 de setembro, quando, acompanhada das filhas, duas delas residentes na cidade, entrou no serviço de urgência com febre e tremores. Ainda nesse dia, foi mandada para casa, tendo regressado na segunda-feira seguinte com os mesmos sintomas.
A tomografia axial computorizada (TAC) ao tórax efetuada então por Emília Fernandes, de 73 anos, confirmou o diagnóstico do Instituto Português de Oncologia de Coimbra. A idosa, operada em fevereiro deste ano no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, localizado em Vila Real, tinha um corpo estranho dentro dela. No relatório do exame complementar de diagnóstico a que o JN teve acesso, pode ler-se que foi "identificada uma estrutura rádio densa linear, paralela à superfície cutânea, com cerca de 13 centímetros de extensão, a correlacionar com os antecedentes cirúrgicos".
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