Um familiar de um doente diagnosticado com um vírus associado à pneumonia atípica, no Reino Unido, também foi contaminado, sugerindo uma "transmissão de pessoa a pessoa", disseram as autoridades de saúde britânicas, esta quarta-feira.
O novo doente, residente no Reino Unido e que não viajou para o estrangeiro recentemente, foi diagnosticado como o 11.º caso mundial de contágio com o coronavírus, associado à pneumonia atípica, doença também conhecida como Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS, na sigla em inglês).
Segundo um comunicado da agência de saúde britânica (Health Protection Agency - HPA), este é o terceiro caso de contágio detetado no Reino Unido e o paciente está na unidade de cuidados intensivos de um hospital em Birmingham (Centro de Inglaterra), apresentando vulnerabilidade a infeções respiratórias.
De acordo com as autoridades sanitárias, este doente é "da mesma família" do caso anunciado no domingo, relativo a um habitante do Reino Unido que viajou recentemente para o Médio Oriente e que se encontra nos cuidados intensivos de um hospital em Manchester (Noroeste de Inglaterra).
A confirmação de infeção numa pessoa que não viajou para o Médio Oriente "sugere uma transmissão de pessoa a pessoa", confirmou o professor John Watson, diretor da unidade de doenças respiratórias da HPA. Frisou, porém, que "o risco do novo coronavírus para a população do Reino Unido permanece muito baixo".
O primeiro caso de contágio registado no Reino Unido data de setembro e diz respeito a um cidadão do Qatar, de 49 anos, que permanece hospitalizado em Londres.
O novo coronavírus já causou a morte a cinco pessoas, três na Arábia Saudita, onde foram detetados igualmente outros dois casos, e duas na Jordânia. Um cidadão do Qatar, cujo contágio foi detetado na Alemanha, já saiu do hospital.
O coronavírus, associado normalmente às comuns constipações, também pode desencadear sintomas de pneumonia atípica. Em 2003, uma epidemia da doença matou mais de 800 pessoas.
