
IBM
A indústria tecnológica celebrou nesta sexta-feira o trigésimo aniversário do aparecimento do primeiro computador pessoal, um aparelho que revolucionou a informática para consumo doméstico e cuja utilização está em declínio.
A 12 de Agosto de 1981, a IBM lançou o emblemático 5150 PC, no hotel Waldorf Astoria de Nova Iorque. O computador não impressionava pelo seu desempenho mas alterou o paradigma no sector, por recorrer a componentes de várias empresas.
A necessidade de tomar a liderança face a rivais como a Apple, que reproduziram os seus protótipos nos anos 1970, levou a IBM a apostar a externalização dos seus sistemas para empresas como a Microsoft e a Intel, em vez de investir no seu próprio desenvolvimento.
A versão básica do primeiro PC, que foi para o mercado por 1.565 dólares, tinha uma memória RAM de 16 Kilobites (o iPhone 4 tem uma capacidade 32 mil vezes superior), sem leitor de disquetes ou disco rígido. O preço não incluía o monitor, que era vendido à parte. O aparelho trazia uma ligação compatível com os aparelhos televisivos.
Hoje em dia, nos Estados Unidos, a média é de um computador por pessoa, apesar de o aparelho ter entrado em declínio: no primeiro trimestre do ano, a venda de computadores caiu 4,4% face ao mesmo período de 2010, de acordo com dados da empresa de investigação de mercado IDC.
Steve Jobs, conselheiro delegado da Apple, proclamou o fim da era do PC, um formato que tem decaído face aos dispositivos móveis e aos sistemas em rede, uma alteração de paradigma a que recentemente se juntou um dos engenheiros do IBM 5150 PC.
Num artigo publicado esta semana no blogue 'Building a Smart Planet', Mark Dean, responsável tecnológico da IBM para o Médio Oriente e África, afirmou que, 30 anos depois de trabalhar na construção do primeiro PC, estes aparelhos estão ultrapassados.
"Estou orgulhoso pelo facto de a IBM ter decidido abandonar o negócio dos computadores pessoais em 2005 e tenha vendido o nosso negócio do PC à Lenovo", afirmou Mark Dean.
"Quando ajudei a desenhar o PC nunca pensei que viveria o suficiente para ser testemunho do seu declínio. Ainda que os PC continuem a ser muito usados, já não estão na vanguarda da informática, vão no mesmo caminho que a máquina de escrever ou que os discos de vinil", escreveu, acrescentando que agora o seu "computador principal é um tablet".
