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Pode a Ello, a rede social mais falada do momento, tornar-se na próxima grande marca online ou é só mais uma moda passageira? O JN esteve à conversa com um membro da equipa da rede que muitos já batizaram de "anti-Facebook", mas que não vê a maior rede social do planeta como um verdadeiro rival.
Não se fala de outra coisa no mundo digital. Ello é a rede social mais badalada da atualidade e é "vendida" como o anti-Facebook, focando-se no design (simples) e deixando de fora a publicidade.
No manifesto que disponibilizam na apresentação do site, os criadores da rede (um grupo de sete artistas, designers e programadores dos EUA) chamam a atenção para o que acontece atualmente nas redes sociais, que são "pertença dos anunciantes".
"Todas as publicações que partilhas, todos os amigos que fazes e todos os links que segues são rastreados, recolhidos e convertidos em dados. Os anunciantes compram os teus dados para te mostrarem mais anúncios. Tu és o produto que és vendido e comprado. Nós acreditamos que há uma melhor maneira de fazer as coisas", é dito. Garantem, por isso, que não vendem anúncios nem dados a terceiros e apostam nesse fator como principal diferenciador das redes que usamos no nosso dia-a-dia.
"Não consideramos que redes como o Facebook sejam realmente competição, porque não são verdadeiras redes sociais. Essas redes são plataformas de publicidade. A Ello é uma rede social - é só isso que fazemos", explica ao JN Rachel Fukaya, da Ello.
Muitos se perguntam, no entanto, como é que se pode sustentar uma rede sem anúncios nem venda de dados. Rachel Fukaya garante que a rede "é um negócio" e é assim que se vai sustentar sem publicidade. "Por pequenas quantias vamos vender algumas características especiais aos membros da comunidade que as quiserem acrescentar à sua conta", explica, garantindo, no entanto, que "a Ello será sempre gratuita".
O furor à volta da rede, com entrada disponibilizada apenas por convite, tem aumentado exponencialmente (muito por causa da exclusividade que os convites asseguram). "No máximo, recebemos quarenta mil pedidos de convite por hora", diz Rachell Fukaya.
Por cá, também se fala da Ello, mas é impossível ter, para já, noção do nível de interesse dos portugueses pela rede social. A equipa também não tem ideia da quantidade de portugueses ou de utilizadores que usem o português como língua principal. "Não recolhemos a informação dos utilizadores. Tudo é anónimo, por isso não temos ideia", dizem.
Quem já anda por lá, fica, no entanto, com a impressão que ainda há muito para fazer. O design é simples e funcional, mas ainda há pouco para explorar. "Ainda estamos em formato Beta. As nossas prioridades passam pelo lançamento de mais recursos e pela garantia de que a comunidade floresce. Estamos a ouvir o que os membros têm para dizer e a realinhar as nossas características de acordo com esse feedback", garante Rachel Fukaya.
