
Dado Ruvic/REUTERS
A Twitter anunciou na quinta-feira que está a proceder ao restauro de mensagens apagadas de políticos, esperando que esta decisão "traga maior transparência ao diálogo público".
No início deste ano, a rede social norte-americana bloqueou o acesso a 'tweets' apagados no 'site' da Internet Politwoops, que colecionava mensagens de políticos em 30 países.
Na altura, a Twitter defendia que os políticos tinham direito a apagar mensagens, como os outros cidadãos, mas esta política foi invertida, na quinta-feira, em nome da transparência.
A empresa sediada em São Francisco disse que tinha chegado a acordo com a Open State Foundation, que lançou o Politwoops em 2010, e a Sunlight Foundation, que monitoriza as atividades de políticos norte-americanos.
Politwoops, que iniciou a atividade na Holanda, estendendo-se depois a 30 países, tem sido uma fonte regular de "embaraços" para políticos, e um instrumento útil para jornalistas, a nível internacional.
"Politwoops é um instrumento importante (...) e estamos satisfeitos por ter chegado a acordo com a Twitter," disse Jenn Topper da Sunlight Foundation, citada pela agência France Presse.
Arjan El Fassed, diretor da Open State Foundation, considerou o acordo uma "grande notícia para aqueles que acreditam que o mundo necessita de mais transparência" e disse que mais países podem vir a ser integrados na rede do Politwoops.
O acordo foi atingido depois de várias reuniões de trabalho da Twitter com a Open State Foundation, a Sunlight Foundation e a organização de direitos digitais Access Now.
No passado mês de outubro, o presidente executivo da Twitter, Jack Dorsey, disse que a companhia tem a "responsabilidade de continuar a promover organizações que dão maior transparência ao diálogo público".
