Cultura

Ponta Delgada vai ficar privada de cinema

Ponta Delgada vai ficar privada de cinema

O secretário regional dos Açores da Educação, Ciência e Cultura, Luíz Fagundes Duarte, lamentou, esta terça-feira, o encerramento das salas de cinema Castello Lopes em Ponta Delgada por deixar a ilha mais populosa do arquipélago sem cinema permanente.

"É de facto de lamentar que isso aconteça, uma cidade como Ponta Delgada, com a população e com o dinamismo que tem, não pode ficar privada de cinema", afirmou à agência Lusa Luíz Fagundes Duarte.

Para o responsável pela área cultural dos Açores "talvez seja uma oportunidade para eventualmente empresários locais poderem pensar na possibilidade de tomarem iniciativas", recordando que até há poucos anos "pequenos empresários se dedicavam ao setor antes de serem engolidos pelas grandes distribuidoras".

Questionado acerca da hipótese de "reativar o Teatro Micaelense enquanto sala de cinema comercial", o secretário regional admitiu que essa possibilidade "pode ser estudada" tal como ser "estabelecida uma rede de distribuição na região" entre salas pertencentes a instituições públicas como o Teatro Angrense, Teatro Faialense e o Teatro Ribeiragrandense.

"São equipamentos fundamentais para a abertura de horizontes, para acesso à cultura, para acesso à informação, para a criação de hábitos, para criação de texto e de discussão", sustentou ao se referir à falta que fazem as salas de cinema.

A exibidora Socorama Castello-Lopes encerra assim as quatro salas de cinema no Centro Comercial Parque Atlântico, em Ponta Delgada, levando ao despedimento de seis trabalhadores.

Para além das salas de cinema dos Açores, a Castello Lopes prepara-se para encerrar até quinta-feira 49 das 106 salas de cinema que detém no país, levando ao despedimento de um total de 75 trabalhadores.

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