
A vencedora Susana Jamaladinova, nome verdadeiro de Jamala
Vencedora do certame europeu não cumpriu regra. A organização diz que "a canção era elegível para competir"
Um vídeo amador colocado esta semana no YouTube voltou a gerar polémica em torno da canção que a Ucrânia levou à Festival Eurovisão da Canção e com a qual venceu o certame. O tema "1944", interpretado por Jamala, já tinha sido apresentado publicamente antes do prazo permitido pela organização, a cargo da União Europeia da Radiotelevisão (UER/EBU).
A filmagem em questão mostra Susana Jamaladinova, de nome artístico Jamala, a cantar esse tema em Kiev. As regras que ditaram a participação na Eurovisão - cuja final aconteceu no sábado, dia 14, na Suécia - exigiam que as canções nunca tivessem sido ouvidas publicamente antes de 1 de setembro de 2015, mas o "upload" para a plataforma foi feita em maio desse mesmo ano.
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Com a divulgação deste vídeo, a classificação da Ucrânia foi posta em causa, facto que a UER/EBU já desmentiu. Em comunicado, a organização começa por explicar que as músicas que vão a concurso não podem ter sido "lançadas comercialmente antes de 1 de setembro", de forma a garantir que o evento "acolha novas composições todos os anos e que todas as canções estejam em igualdade de condições". "No passado houve músicas que foram disponibilizadas publicamente antes do prazo, mas que não chegaram a um público muito vasto, daí que lhes tenha sido concedida permissão a participarem no Festival Eurovisão da Canção", prossegue o comunicado.
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No caso de Jamala, o vídeo "é de um pequeno concerto que foi visto apenas por algumas centenas de pessoas antes de ter sido partilhado [no YouTube] nos últimos dias. A UER, com base em decisões anteriores, concluiu que este vídeo não deu a Jamala uma vantagem injusta no Festival Eurovisão da Canção de 2016 e que a canção era elegível para competir."
Já antes da realização do concurso, a canção ucraniana esteve envolta em polémica, depois de vários países terem pedido a sua expulsão do certame, alegando que a letra fazia alusões políticas (outra proibição imposta pela UER/EBU).
