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Corridas ilegais atravessam Portugal a mais de 210 quilómetros por hora

Corridas ilegais atravessam Portugal a mais de 210 quilómetros por hora

A Guarda Civil de Trânsito espanhola detetou uma frota ilegal de carros que atravessa Portugal e Espanha. Três condutores foram detidos, oito denunciados e vários carros apreendidos.

A corrida foi intercetada no município de Saragoça, na estrada AP-2, quando os veículos realizavam o trajeto entre Catalunha e Madrid, uma das várias etapas do percurso, batizado pelos seus organizadores com o nome "The Challenge 2017 - The private rally" (O desafio 2017 - O rali privado).

Os factos ocorreram a 5. de setembro mas só agora vieram a público, através da espanhola Guardia Civil de Tráfico (Guarda Civil de Trânsito).

O alerta sobre a presença de vários veículos a circularem a velocidades anormalmente altas foi dado por vários automobilistas às autoridades, que rapidamente montaram uma operação para encontrarem os transgressores.

De acordo com o jornal espanhol "ABC", a Guarda colocou um radar móvel na via que liga Saragoça a Madrid, detetando onze veículos que estavam a participar na corrida. Desses, três circulavam a mais de 210 quilómetros por hora, quase o dobro da velocidade máxima permitida por lei.

Nesse dia e no seguinte, a polícia conseguiu intercetar e deter os três condutores, que foram acusados de atentarem contra a segurança rodoviária. Os veículos foram apreendidos.

Os suspeitos estavam na posse de credenciais emitidas pela organização da corrida e documentação detalhada sobre as várias etapas da mesma, que atravessa Espanha e Portugal.

Durante os dias que se seguiram, a polícia conseguiu identificar mais oito veículos suspeitos de participarem na mesma corrida ilegal que, apesar de terem sido detetados a circular a velocidades superiores às permitidas, não atingiram os números que levaram à detenção dos primeiros.

Segundo apuraram as autoridades, trata-se de uma corrida dividida em etapas, algumas das quais seriam realizadas em estradas portuguesas.

De acordo com o jornal espanhol, alguns dos veículos tinham adesivos a cobrir as matrículas e, dessa forma, impedir que fossem detetadas pelos radares.

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