
Miguel Brandão é amigo de infância do fugitivo
Miguel Brandão, amigo de infância do homem mais procurado do país, diz que está a sofrer por uma pessoa que, afiança, é "incapaz de matar sequer um animal, quanto mais homens".
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Daí a "certeza" de que o seu amigo foi vítima de "algo tenebroso". E lança-lhe um apelo: "Vai ter com alguém da tua confiança, vem ter comigo, e vamos juntos às autoridades. Tens de te entregar e explicar o que aconteceu, para que todos saibam que não és o criminoso que descrevem".
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Brandão, empresário ligado às artes equestres, está estabelecido no Grande Porto, mas é natural de Arouca, de onde conhece, "desde miúdo", o Pedro João Dias. A paixão pelos cavalos cimentou uma "amizade" que dura desde então e sempre renovada por contactos "muito frequentes". Miguel está "transtornado" desde que o amigo fugiu e pelas razões que o motivaram. "Não acredito que ele tivesse matado aquelas pessoas", afiança. Garante ainda que tem tentado, "sem sucesso", contactar o amigo "para que ele se entregue à Policia Judiciária". E tem uma teoria para a presença do fugitivo em Constantim, Vila Real. "Poderia estar a caminho de Sabrosa, zona que conhece, por que tem lá um grande amigo".
Matava-se por vergonha da filha
Miguel está "convencidíssimo" de que "se o Pedro João tivesse cometido os crimes de que o acusam, sem razão nenhuma, só para esconder um alegado roubo, ele suicidava-se logo a seguir, com vergonha da filha". O empresário afirma que o maior receio do amigo "é que a filha possa pensar mal dele. Preferia morrer, a dar tamanho desgosto à menina", assegura, o que parece dar força à explicação de autoridades e amigos segundo a qual, tal como o JN avançou, por trás de toda esta violência poderá estar também uma ação desesperada de Pedro João Dias para evitar perder a guarda da filha, atribuída recentemente pelo tribunal.
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