
Carlos Barria/Reuters
O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, descreveu a decisão do juiz federal que suspendeu a proibição da entrada de muçulmanos no país como "rídicula".
"A opinião deste assim chamado juiz, que basicamente priva o nosso país da sua polícia, é ridícula e será anulado", disse o novo Presidente norte-americano, numa série de 'tweets' na rede social Twitter durante a manhã.
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Um juiz federal de Seattle, Estados Unidos, ordenou na sexta-feira a suspensão temporária, a nível nacional, da proibição de entrada de pessoas de sete países de maioria muçulmana, decretada pelo Presidente Donald Trump.
A ordem temporária do juiz James Robart vai manter-se válida em todo o país até ser efetuada uma revisão completa da queixa apresentada pelo procurador-geral de Washington, Bob Ferguson. Em três mensagens na rede social "Twitter", Trump reagiu à decisão de um juiz de suspender na sexta-feira a lei imposta a 27 de janeiro, uma decisão que obrigou o Governo a comunicar às transportadoras aéreas que estas já podem aceitar de novo todos os passageiros.
"Quando um país não é capaz de dizer quem pode e quem não pode entrar e sair, especialmente por razões de segurança, é um grande problema", escreveu Trump.
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Trump também afirmou que "certos países do Médio Oriente", os quais não identificou, "estão de acordo com o veto", porque "sabem que se se permite a entrada a certas pessoas haverá morte e destruição".
A Casa Branca anunciou que os seus advogados vão apresentar "o mais cedo possível" um recurso da decisão do juiz a fim de restaurar o veto que, na sua opinião, é "legal" e "apropriado".
"A ordem (executiva) tem como objetivo proteger o país e o Presidente tem o dever constitucional e a responsabilidade de fazê-lo", indicou a Casa Branca, em comunicado.
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O bloqueio é o primeiro golpe para o Governo de Trump e uma vitória politica para os democratas, cujos procuradores-gerais nos estados de Washington e Minnesota haviam interposto.
Juízes federais de vários outros estados norte-americanos agiram contra a ordem executiva de Trump desde que entrou em vigor na passada sexta-feira, mas a decisão de Robart é aquela com maior alcance até agora.
A decisão surgiu depois de Ferguson ter apresentado uma ação legal para invalidar disposições essenciais da ordem executiva de Trump, que afasta refugiados sírios indefinidamente e bloqueia cidadãos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen de entrarem nos Estados Unidos por 90 dias. Refugiados de outros países que não a Síria ficam impedidos de entrar por 120 dias.
"A Constituição prevaleceu hoje. Ninguém está acima da lei, nem sequer o Presidente", afirmou Ferguson.
Bob Ferguson argumentou, na sua queixa, que a ordem do Presidente viola os direitos constitucionais dos imigrantes e das suas famílias, já que visa especificamente muçulmanos.
