
O presidente turco, Tayyip Erdogan
REUTERS/Damir Sagolj
A Turquia anunciou que é "favorável" à concretização de uma "operação comum" com os Estados Unidos contra Raqqa, o bastião do grupo jiadista Estado Islâmico no norte da Síria.
"O Presidente [Erdogan] disse a [Barack] Obama que a Turquia era favorável à ideia de conduzir uma operação comum", anunciou em conferência de imprensa o vice-primeiro-ministro Nurettin Canikli, numa confirmação das informações divulgadas previamente pelos media e que citavam o Presidente Recep Tayyip Erdogan.
"Prosseguem as discussões entre os exércitos dos dois países. De momento, não existe um esquema preciso", acrescentou.
Segundo diversos media turcos, Erdogan e Obama terão concordado, à margem da cimeira do G20 que decorreu na China, de "fazerem o necessário" para expulsar a organização jiadista de Raqqa, sem fornecerem mais pormenores.
"Raqqa é o mais importante centro do Daesh [acrónimo árabe do EI]. Obama deseja que que façamos qualquer coisa em conjunto sobre este assunto", revelou aos jornalistas a bordo do avião que o transportava para a Turquia após o G20, segundo as informações divulgadas pelo diário Hürriyet.
"Disse que não haveria problemas para nós (...) que os nossos militares deveriam reunir-se e discutir. De seguida, faremos o necessário", acrescentou.
Segundo o vice-primeiro-ministro turco, "esta é uma das questões que discutimos com os Estados Unidos. O que poderemos fazer ficará claro após estas discussões".
"Devemos mostrar que estamos presentes na região", sublinhou. "Se recuarmos, os grupos terroristas como o Daech, o PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão], o PYD [Partido da União Democrática] ou as YPG [Unidades de proteção do povo, uma formação curda da Síria] instalam-se aí".
Ancara desencadeou em 24 de agosto uma operação militar no norte da Síria para expulsar das zonas fronteiriças as forças do EI e as milícias curdas sírias.
A ofensiva terá permitido "limpar" uma zona de 772 quilómetros quadrados no norte da Síria da presença dos jiadistas do EI e colocá-la sob controlo das forças rebeldes pró-Ancara.
