Crime

121 mortos e quase 2 mil feridos nos protestos da Venezuela

121 mortos e quase 2 mil feridos nos protestos da Venezuela

A procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Diaz, informou esta segunda-feira que 121 pessoas perderam a vida e outras 1958 foram feridas desde 1 de abril, quando começaram os protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

"Nos últimos quatro meses, temos um saldo lamentável, 121 pessoas mortas, 121 venezuelanos que perderam a vida, e 1.958 feridos, de todos os tipos: graves, gravíssimos", detalhou a titular do Ministério Público, em conferência de imprensa.

Destas 121 pessoas, Ortega assegurou que 10 perderam a vida no domingo, quando se realizaram as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte promovidas pelo governo e cujos resultados disse hoje que não reconhece.

"No dia de ontem, com responsabilidade o digo, 10 pessoas perderam a vida no contexto da eleição viciada", assinalou.

Porém, a procuradora acentuou que a insegurança que se vive no país não se resume à ocorrida na atual vaga de protestos.

Nos últimos quatro anos, avançou, há estatísticas na área da segurança que geram alarme, já que, explicou, "a estabilidade de um país mede-se pelo número de homicídios".

Ortega indicou que, durante o ano de 2016, registaram-se na Venezuela 21.752 homicídios, o que dá uma taxa de 70 por cada 100 mil habitantes.

"Poderíamos estar na presença de padrões de violações sistemáticas dos direitos humanos, que nos deve alertar a todos, e, sobre os quais, enquanto procuradora-geral e cidadã, não vou tolerar nem ser cúmplice, pelo que continuarei a denunciá-los", acrescentou.

Também comentou que, no domingo, escutou um dirigente do governante Partido Socialista Unido de Venezuela rir às gargalhadas, depois de ter sido inquirido sobre as mortes verificadas no domingo, no contexto dos protestos contra a eleição da Assembleia Nacional Constituinte.

"O mais doloroso da situação foi comprovar que um líder político do nosso país é capaz de se divertir com o sangue que enlutou tantos locais nas últimas horas na Venezuela. Que triste. Que lamentável. Isto é doloroso. E outros até dançam", disse Ortegga, que acrescentou: "Assim está a direção deste país".

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