
Marinha Portuguesa
A esquadra russa composta por seis navios está a navegar ao largo Leixões, segundo fontes militares adiantaram ao JN. A informação foi confirmada pelo Estado-Maior da Armada.
A esquadra está a ser acompanhada pela fragata Bartolomeu Dias e deverá deixar a Zona Económica Exclusiva portuguesa dentro de cerca de quatro horas, segundo acrescentou o Estado-Maior da Armada.
A esquadra russa é composta por seis navios, um deles o porta-aviões Kuznetsov, que tinha igualmente passado na Zona Económica Exclusiva Portuguesa em novembro do ano passado, a caminho do Mediterrâneo Oriental e da Síria, tal como o JN na altura noticiou.
O Kuznetsov segue agora o rumo inverso, provavelmente a caminho do Báltico, tal como os outros cinco navios que o acompanham, o cruzador lança-mísseis Pyotr Velikiy, o contra-torpedeiro Alexander Shabalin, o navio-reabastecedor Lena, o rebocador Nicolay Chiker e o navio logístico Sergey Osipov. A esquadra russa entrou na ZEE portuguesa às 19 horas de sexta-feira, vinda de Gibraltar, e começou por ser acompanhada pelo patrulha oceânico Figueira da Foz e duas lanchas de fiscalização baseadas no Algarve. Sábado, a esquadra de Moscovo passou a 25 milhas de Sines, altura em que o Figueira da Foz foi substituído pela fragata Bartolomeu Dias.
Os navios russos estão a ser acompanhados pelos navios da Armada que ao mesmo tempo vão recolhendo imagens, tendo em conta a importância da força, conduta que já se verificara em novembro. Os vasos de guerra russos deverão depois passar a ser vigiados pelas marinhas dos outros estados aliados da NATO. Embora seja uma passagem sem qualquer perigo é comum as várias marinhas irem recolhendo informação naval sobre as condutas operacionais.
Em algumas circunstâncias são envolvidos submarinos, dada a discrição com que operam, assim como pela facilidade em detetar avarias nos navios-alvo, através dos sonares, que rapidamente detetam variações nas rotações das pás das hélices, que podem indiciar problemas técnicos.
