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Henrique Neto abandona PS descontente com António Costa

Henrique Neto abandona PS descontente com António Costa

O antigo deputado e dirigente socialista Henrique Neto vai abandonar o Partido Socialista, anunciou em artigo de opinião publicado este sábado no jornal "Expresso".

"É para mim óbvio que só me resta a decisão de me demitir de militante do Partido Socialista", escreve Henrique Neto, depois de desfiar várias críticas à atuação do primeiro-ministro, António Costa.

O antigo candidato à Presidência da República nas últimas eleições começa o texto com críticas à atuação política no caso dos incêndios que há mais de um mês causaram a morte a 64 pessoas, segundo números oficiais.

"A responsabilidade pela morte de 64 pessoas inocentes, famílias inteiras, não pode continuar a ser uma questão alienada pela propaganda política. Pessoalmente, tenho de afirmar o que me parece óbvio: António Costa tem a maior carga de responsabilidade pelo que fez e pelo que não fez", lê-se no texto de Henrique Neto.

Quanto ao caso do roubo de armamento em Tancos, o antigo deputado socialista considera que António Costa colocou "a sua cultura propagandística à frente do seu papel de primeiro-ministro".

Para Henrique Neto, a "recusa em esclarecer os portugueses" tem sido uma "forte característica" do atual Governo, com implicações em casos como o Banif, Montepio, Novo Banco ou Caixa Geral de Depósitos.

"António Costa é um bom executante da política à portuguesa e um erro de 'casting' como estadista e primeiro-ministro", escreve ainda o candidato à Presidência da República em 2016.

Henrique Neto, empresário de 81 anos, aderiu ao PS em 1993, convidado pelo então secretário-geral Jorge Sampaio. Antes, tinha sido militante do PCP, entre 1968 e 1975, tinha participado na campanha de Humberto Delgado em 1958 e foi, em 1969, candidato às eleições legislativas da Oposição Democrática pelo distrito de Leiria.

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