Sarampo

Jovem que morreu com sarampo não estava vacinada

Jovem que morreu com sarampo não estava vacinada

O ministro da saúde, Alberto Campos Fernandes, revelou esta quarta-feira numa conferência de imprensa que a jovem de 17 anos que morreu com sarampo não estava vacinada.

"A jovem não estava protegida do ponto de vista imunitário", disse o ministro da Saúde em resposta a uma pergunta sobre se a jovem estava vacinada.

A diretora clínica do Hospital de Cascais disse ao jornal "Público" que a família não tinha vacinado a jovem que morreu contra sarampo por ter feito uma reação alérgica a outra vacina

Por outro lado, o jornal "Expresso", diz que a rapariga de 17 anos não estava vacinada contra o sarampo e também não tinha outras vacinas do Plano Nacional de Vacinação por opção familiar, já que a sua mãe seria antivacinas.

De acordo com uma nota do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a que pertence o Hospital Dona Estefânia, a jovem morreu "na sequência de uma situação clínica infecciosa com pneumonia bilateral - sarampo".

A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC - Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral - complicação respiratória do sarampo.

DGS garante que não haverá epidemia de "grande escala"

O diretor-geral da Saúde garantiu, na conferência de imprensa, que Portugal nunca terá uma epidemia de sarampo "de grande escala" devido aos elevados níveis de cobertura vacinal e anunciou a existência de uma reserva estratégica de 200 mil doses de vacinas.

Francisco George adiantou que estão confirmados 21 casos da doença, há 18 casos sob investigação e outros oito testes deram negativos.

"Os níveis de cobertura de vacinação da população é de tal maneira alta que o sarampo encontra resistência para progredir. O sarampo só existe em doentes. Só doentes têm o vírus do sarampo. Para circular é preciso encontrar terreno favorável e nós não temos terreno favorável", explicou.

Além das vacinas disponíveis para as crianças que completam, este ano, um ano de idade e as que têm cinco anos, existe ainda uma reserva estratégica de 200 mil doses de vacinas que poderão ser usadas em caso de necessidade, acrescentou.

Francisco George reiterou que não existe qualquer falta de vacinas contra o sarampo em Portugal e defendeu a vacinação da população.

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado

Outros conteúdos GM