Urgências

Linha Saúde 24 põe Ordem contra Direção-Geral de Saúde

Linha Saúde 24 põe Ordem contra Direção-Geral de Saúde

A linha Saúde 24 "não resolve nenhum problema" e "deveria ser extinta pela sua inutilidade", diz José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos. A polémica levou já o diretor-geral da Saúde, Francisco George, a defender o serviço, mas a admitir que será melhorado.

José Manuel Silva recordou que o número de idas às urgências tem "aumentado de ano para ano", pelo que a linha telefónica não tem contribuído para solucionar problemas dos utentes. Em declarações à Renascença esta quarta-feira, o bastonário disse que "é apenas um atendimento telefónico, através de um protocolo, por isso não pode nunca fazer recomendações taxativas". Limita-se, portanto, a reencaminhar os doentes para o Serviço Nacional de Saúde.

As declarações de José Manuel Silva seguem-se à notícia de que o Hospital Pediátrico de Coimbra não recebe informações de crianças encaminhadas pela linha telefónica, há um ano. O diretor do serviço de urgências daquela unidade hospitalar, Luís Januário, justificou a falha de comunicação com o facto de o sistema informático não estar "adaptado às exigências do funcionamento das urgências".

Confrontado com a posição do ainda bastonário da Ordem dos Médicos (há eleições a 19 de janeiro), o diretor-geral da Saúde, Francisco George, assegurou que não reflete a posição da maioria dos clínicos. "Essa não é, seguramente, a opinião dos 40 mil médicos portugueses e de todos os cidadãos", disse, à rádio. George garante que a é "de grande eficácia", comprovada por "trabalhos de caráter científico", nomeadamente no que toca à pressão sobre os serviços de urgência.

Apesar disso, Francisco George adiantou que a linha está a ser reformulada, para se transformar num "um "call center" mais completo, com indicações mais precisas" e através do qual será possível "marcar consultas, endereçar informações, receber informações", elencou. A renovação do serviço está "em fase muito adiantada", acrescentou, sem se comprometer com um prazo.

A linha Saúde 24 funciona como um "call center", operado por enfermeiros, em regime de contrato de serviços (recibos verdes). Há dois anos, uma paralisação parou os serviços da linha no Porto e em Lisboa, em protesto contra cortes salariais. Notícias reveladas na altura indicavam que lhe foi proposto um corte de uma remuneração de 8,75 euros por hora para 7 euros por hora, bem como reduções no salário por trabalho noturno e aos fins de semana.

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