Tragédia

Menino de quatro anos morreu com o tio a fugir do incêndio

Menino de quatro anos morreu com o tio a fugir do incêndio

Um menino de quatro ano, de Lisboa, é a primeira vítima conhecida do incêndio em Pedrógrão Grande. Outras três terão falecido quando fugiam das chamas na companhia de familiares.

Rodrigo Rosário, de quatro anos, estava de férias com o tio, Sidel Belchior, de 37 anos. Morreram de forma trágica, a fugir do incêndio em Pedrógão Grande, no sábado à tarde.

Ao que o JN apurou, os pais de Rodrigo estavam de lua de mel em Cabo Verde e deixaram o menino à guarda dos tios.

Segundo apurou o JN, Rodrigo e o tio sofreram um acidente de viação, em Nodeirinho, chocando com outro carro, quando tentavam escapar das chamas. Os carros foram ainda atingidos por uma árvore em chamas que caiu. Ainda conseguiram sair da viatura, assim como o condutor do outro carro, mas foram, os três, apanhados pelas chamas.

São três das 47 vítimas que morreram na estrada a tentar fugir do fogo. Só em Nodeirinho estavam confirmados, esta manhã, 11 mortos.

Além de Rodrigo, há ainda a lamentar a morte de outras três crianças. Duas, "de cinco ou seis anos", que seguiam com a mãe numa viatura, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Vila Facaia.

José Henriques disse, ainda, ter conhecimento da morte de outro casal, apanhado nas viaturas quando tentava fugir do incêndio.

Na localidade de Mó Pequena, uma menina de quatro anos, Bianca, morreu vítima das chamas, acompanhada pela avó.

Ainda na mesma aldeia, há a lamentar também a morte de uma mulher, de 82 anos. Felismina, apurou o JN, contrariou os conselhos dos vizinhos e insistiu em ficar na própria casa, que foi consumida pelo fogo.

Em Sarzedas de São Pedro, um grupo de sete a oito pessoas, foi apanhado pelo fogo ao fugir do incêndio a pé. Segundo apurou o JN, quem ficou em casa e se resguardou sobreviveu. Apenas uma mulher sofreu queimaduras num braço, sendo assistida pelo INEM esta manhã de domingo, quando o INEM conseguiu chegar à aldeia.

Uma empresa têxtil, situada em Sarzedas de São Pedro, a Albano Morgado, SA, que dá emprego a cerca de 100 pessoas, ficou parcialmente destruída.

No total, segundo dados oficiais, morreram 58 pessoas e pelo menos 59 ficaram feridas, entre estas cinco com gravidade - uma criança e quatro bombeiros.

Na sede do Atlético Club Avelarense, em Avelar, juntaram-se muitas pessoas à procura de informações sobre familiares desaparecidos após o incêndio.

* com Augusto Correia e Madalena Ferreira

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