Tancos

Ministério Público não avisou Exército sobre ameaça de assalto a paióis

Ministério Público não avisou Exército sobre ameaça de assalto a paióis

O MP recebeu uma denúncia anónima acerca de uma possível ameaça de assalto a um paiol das Forças Armadas, mas nem o Exército nem o Ministério da Defesa tiveram conhecimento.

Em causa, tem estado o facto de o atual inquérito sobre o furto de armas em Tancos ter sido junto a um outro que já decorria no Ministério Público (MP), tal como a Procuradoria-Geral da República divulgou em comunicado na segunda-feira.

O inquérito do MP foi aberto, segundo a revista "Sábado", na sequência de uma denúncia anónima, mas não teve qualquer seguimento por razões que não são conhecidas.

No entanto, adiantaram fontes militares ao JN, seria forçoso que, mesmo que a informação não tivesse importância para o Ministério Público, tivesse para os serviços de informações, uma vez que são dotados de outros recursos para avaliar uma informação e cruzá-la com outros elementos, inclusive internacionais.

E seria "curial", como adiantou ao JN uma fonte da Defesa, que a informação tivesse passado para o Ministério da Defesa ou para as Forças Armadas, como tal não aconteceu.

Esta sexta-feira, na Comissão de Defesa, Azeredo Lopes reiterou que não recebeu qualquer informação sobre ameaças à segurança dos Paióis, um dia depois de o chefe de Estado-Maior do Exército ter sido também ouvido sobre o caso de Tancos. E especificou que nem os relatórios do Serviço de Informações de Segurança (SIS), nem do Centro de Informações e Segurança Militares (CISMIL) refletiam qualquer preocupação. Isto relativamente aos anos de 2014, 2016 e 2017. Daí que as regras de segurança se mantivessem num nível moderado.

Azeredo Lopes foi ainda questionado sobre a segurança privada nos quartéis, mas esclareceu que esse serviço é apenas para controlo de entradas e de identidades, à semelhança do que acontece em outros países europeus.

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