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Passos utiliza em discurso post no Facebook de ex-ministro

Passos utiliza em discurso post no Facebook de ex-ministro

O líder do PSD usou no discurso que proferiu esta tarde no Debate do Estado da Nação, no Parlamento, partes de um texto que o ex-ministro Miguel Poiares Maduro publicou ontem no Facebook.

Confrontada com as semelhanças, fonte oficial do PSD disse, ao JN, que "é naturalíssimo que o líder da oposição receba contributos de pessoas que lhe são próximas", lembrando que Miguel Poiares Maduro foi ministro no governo de Passos. Também o ex-ministro disse, ao JN, "que troca muitas impressões" com Passos Coelho e que, ontem à noite, o ex-primeiro-ministro lhe perguntou se poderia usar excertos desse post no discurso desta quarta-feira. O assunto foi abordado pelos dois, esclareceu Miguel Poiares Maduro.

A fonte oficial do PSD notou ainda que o discurso tinha 15 páginas e durou 15 minutos, pelo que estranha que a comunicação social esteja a dar destaque a "uma pequena parte" do discurso de Passos Coelho. "Ainda bem que realçam essa parte do discurso. Ao menos é garantindo que essa mensagem passa duas vezes", disse, notando que, pelo menos desta forma, a comunicação social dá destaque ao discurso do líder do PSD no debate.

Veja as semelhanças entre os textos.

Discurso de Passos Coelho, esta quarta-feira:

-"Um primeiro-ministro que diz ao país que aceitou o pedido de demissão de secretários de Estado para estes poderem solicitar ser constituídos arguidos, e depois descobre-se que afinal resignaram porque já tinham percebido que iriam, de qualquer modo, ser constituídos arguidos".

- "O Governo informa que solicitou um parecer técnico independente sobre um contrato na PPP SIRESP e depois descobre-se que afinal o parecer foi solicitado a quem tinha assessorado o contrato inicial."

Texto que o ex-ministro de Passos Coelho, Miguel Poiares Maduro, colocou no seu Facebook, há quase um dia:

"-Um PM diz ao país que aceitou o pedido de demissão de Secretários de Estado para estes poderem solicitar ser constituídos arguidos e defenderem a sua honra e depois descobre-se que afinal resignaram porque já tinham sido constituídos arguidos."

"-O Governo informa que solicitou um parecer técnico independente sobre um contrato e depois descobre-se que afinal o parecer foi solicitado a quem tinha assessorado o contrato inicial."

Veja o post de Miguel Poiares Maduro.

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