
Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do Partido Socialista
Leonardo Negrão/Global Imagens
PS admite que enfrenta "situação financeira complexa" e que conta com o apoio de militantes para pagar despesas correntes. Mas garante que está a honrar todos os compromissos.
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Num comunicado divulgado esta sexta-feira, em reação à notícia que faz manchete no "Jornal de Notícias" e que revela que o partido tem um passivo de 21 milhões de euros, o PS diz que "há uma enorme diferença entre uma situação financeira complexa e uma falência". Admite que a situação é difícil, mas garante que "o PS está a honrar, em plenitude, os seus compromissos financeiros". E lembra que, já este ano, iniciou "um processo de amortização de dívida negociado com as instituições de crédito que permitirá uma redução sustentada do seu endividamento".
O PS confirma que está a contar, "como sempre contou", com contribuições dos militantes para fazer face às despesas operacionais correntes de água e luz, como o JN noticia esta sexta-feira. "Um partido vive da solidariedade e do trabalho generoso dos seus militantes, pois mais não é que expressão desse coletivo", lê-se no comunicado, publicado no site do partido.
Em relação às queixas de que o valor das quotas dos militantes não está a chegar às concelhias e federações, a Comissão Permanente do PS garante que este ano "a Sede Nacional transferiu a receita das quotas recebidas para as Federações distritais, estruturas a quem cabe depois gerir essas verbas conjuntamente com as estruturas locais, processo que decorre com toda a normalidade".
