O Jogo ao Vivo

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David Pontes

O país que não existe

Acreditem que ele está lá, mas não existe. Ou se existe, é como se não estivesse lá. É enquadramento, paisagem, figura de estilo, casa de férias, a terra dos meus avós, a propriedade que ficou de herança, o caminho para Espanha, o deserto, a gente tão típica, os de lá de cima, os de lá de baixo... Eles não formulam desta forma, mas é a isto que, com a sua atitude, muitos governantes e políticos portugueses reduzem o país que fica para lá da capital.

David Pontes

Eu vi o futuro

Eu vi o futuro e foi anteontem. Em Vagos. Eu vi o futuro a berrar contra o passado e gostei. O futuro nem sempre está certo e o futuro nem sempre é bom, mas anteontem esteve certo e foi bom. Foi, porque esteve em sintonia com a humanidade e a tolerância, porque se ergueu em respeito da Constituição portuguesa que no seu artigo 13.º, o do princípio da igualdade, diz no seu ponto 1 que "todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei". E precisa no ponto 2: ".Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual".

David Pontes

Estamos sob ataque

É uma nuvem ameaçadora aquela que paira hoje sobre as democracias ocidentais. Depois de Trump e da interferência russa, ainda sob investigação, mas que é clara no que respeita ao saque a que foram sujeitos os emails da candidatura democrata, anunciava-se que algo semelhante poderia suceder com as eleições francesas. O ataque informático à candidatura de Emmanuel Macron acabou por suceder, mas na sexta-feira antes da data do sufrágio e sem resultados evidentes.