Novas fontes de energia

01/03/2006
 

Adependência energética é, cada vez mais, um problema para as sociedades desenvolvidas e em desenvolvimento. Sobretudo no que respeita aos combustíveis fósseis, crude em particular, pelas limitações quantitativas das suas fontes produtoras e pela dimensão política estratégica que assumem, ao serviço de poderes e ideologias dos seus detentores. Estamos na crista do vulcão de uma crise energética, muito derivada da maior procura por parte de países em desenvolvimento, China e Índia em especial, e das perturbações bélicas e político-sociais nas zonas de produção, para além da débil resposta alternativa por parte de outras fontes de substituição.

Assim sendo, temos um modelo social e produtivo assente no grande consumo de energia, produzida pela via do nosso petróleo ou do gás, da indústria, aos transportes e aos consumos domésticos, o custo destes a subir nos mercados internacionais, pelas razões estruturais dadas e outras mais fluidas, e as governações sem estratégias alternativas capazes de travar, no curto ou médio prazo, esta derrapagem incontrolável.

Como contrariar esta lógica, seja em processo de contenção de curto prazo ou alternativo de médio e longo prazo, eis a questão crucial que o Mundo tem pela frente e este pequeno país, débil e dependente, de nome Portugal, precisa de resolver.

Dizer que é uma questão de sobrevivência é um lugar comum e, de certo modo, demasiado, porque a nossa sobrevivência como Nação, não depende, em exclusivo, das incidências de tal crise mundial, embora seja por esta penalizado mais que outros parceiros da mesma Comunidade Europeia.

O Governo parece querer avançar, tarde, mas vale mais isto que nunca, com alternativas limpas, do sol e do vento e complementar da biomassa. São soluções em que outros, pequenos como nós mas mais desenvolvidos, já levam larga dianteira, a Dinamarca por exemplo, mas onde temos hipóteses de recuperar depressa, pois sol e vento não nos faltam, basta que os saibamos administrar com senso e inteligência. O mesmo acontece com a biomassa, pois fica imensamente mais económico limpar e racionalizar matas e florestas, do que investir em aviões e helicópteros e carros de bombeiros para apagar os fogos daí derivados.

Donde parece fácil concluir que temos um largo campo de manobra à nossa frente, mas tanta facilidade não pode tratada a granel e sem estratégia final, ou seja, é o momento de um virar de agulha no aproveitamento de novas fontes energéticas, mas tal deve operar-se com uma mudança de cultura na gestão dos recursos, não esquecendo que estão a ser abertas novas e tentadoras fileiras de negócios, mas o problema não é só económico-financeiro ou de lucro a curto prazo. Estas energias alternativas terão interesses instalados que as não querem, doutro modo a sua exploração já estaria mais desenvolvida, os "lobis" do petróleo que o digam, mas a sua implementação nem pode ser feita na base do voluntarismo amador nem da "ganhunça" muito rápida, precisa de operar-se em nome de uma estratégia nacional, que vise reduzir a nossa dependência externa e aproveitar os recursos materiais (de todos) ao serviço dos interesses da comunidade nacional. É o mesmo que dizer que tal estratégia deve ser desenvolvida com recurso a tecnologia nacional ou ao seu aperfeiçoamento, tendo como objectivo gerar postos de trabalho e mais valias residentes, para além de fornecer energia a mais baixos custos.

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