Sebastião Bugalho foi "escolha única" de Montenegro para cabeça de lista às europeias

Sebastião Bugalho
PAULO SPRANGER/ Arquivo Global Imagens
O secretário-geral do PSD afirmou que Sebastião Bugalho foi "a escolha única" e "o único convite" feito por Luís Montenegro para cabeça de lista da AD às europeias e "tudo o resto foi efabulação" da comunicação social.
Hugo Soares falou aos jornalistas depois de o Conselho Nacional do PSD ter aprovado por "larga maioria", com "quatro ou cinco votos contra" a lista de candidatos ao Parlamento Europeu da coligação Aliança Democrática (PSD, CDS-PP e PPM).
Questionado se Rui Moreira foi ou não convidado como número dois e se nunca esteve previsto como cabeça de lista, Hugo Soares disse que "o país já se habituou" e a comunicação social "tem de se habituar" à forma como a direção do PSD faz escolhas para listas ou para membros do Governo
"Quem escolhe os nomes não é a comunicação social, é mesmo a direção nacional, com reserva total", disse.
Hugo Soares admitiu que a escolha do jornalista e comentador televisivo Sebastião Bugalho terá "surpreendido muita gente", mas assegurou que esta "foi a escolha única do presidente do partido e tudo o resto tem sido efabulação que a comunicação social tem feito".
"Esta foi a escolha única e o único convite que o presidente do PSD fez para cabeças de lista", insistiu, perante novas perguntas dos jornalistas sobre o que se teria passado com o presidente da Câmara do Porto, que chegou a ser apontado por vários órgãos de comunicação social e pelo comentador da SIC Marques Mendes como número um da AD às europeias.
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, recusou o convite para integrar a lista da Aliança Democrática (AD) às próximas eleições europeias de 9 de junho, disse ao JN fonte próxima do autarca, sem confirmar se o facto de não ser cabeça de lista seria o motivo da recusa.
No domingo, no espaço de comentário da CNN Portugal, Rui Moreira admitiu interesse, bem como preocupação com o projeto europeu.
Esta segunda-feira, militantes e autarcas do PSD Porto, entre os quais Vladimiro Feliz, que foi o candidato social-democrata à Câmara do Porto, manifestaram-se contra a intenção da direção nacional de indicar Rui Moreira como cabeça de lista às eleições europeias.
Os subscritores consideraram ser "uma traição aos portuenses, aos militantes, simpatizantes e autarcas eleitos pelo PSD", afirmando não terem dúvidas de que "deixará marcas profundas na confiança que os portuenses têm no PSD".
A lista
Paulo Cunha, vice-presidente do PSD, e Ana Miguel Pedro, indicada pelo CDS-PP, ocupam o segundo e terceiro lugares na lista da AD às europeias de 9 de junho, liderada pelo comentador Sebastião Bugalho.
De acordo com a lista de candidaturas da AD (Aliança Democrática) proposta ao Conselho Nacional do PSD, Hélder Sousa e Silva, presidente da Câmara Municipal de Mafra, Lídia Pereira, atual eurodeputada, surgem no quarto e quinto lugar, respetivamente.
Sérgio Humberto, indicado pela distrital do Porto, Paulo Nascimento Cabral (Açores) e Carla Rodrigues (Aveiro) estão colocados respetivamente no sexto, sétimo e oitavo lugar, numa lista em que a candidata indicada pela Madeira, Rubina Leal, aparece em nono.
O décimo lugar ficou reservado para o parceiro da coligação, CDS-PP, que indicou Vasco Weinberg, atualmente o eurodeputado do partido, em substituição de Nuno Melo, agora ministro da Defesa Nacional.
Em relação à lista de 2019, apenas se mantém Lídia Pereira, recentemente eleita vice-presidente do Partido Popular Europeu.
Hugo Soares considerou que a lista hoje aprovada "mistura experiência com juventude e é praticamente paritária e com competências multifacetadas".
A reunião do Conselho Nacional do PSD demorou cerca de duas horas e a lista foi aprovada com cinco votos contra e uma abstenção e as poucas críticas vieram sobretudo de deputados da Madeira e dos Açores, insatisfeitos com a colocação dos representantes das duas Regiões na lista.
As eleições para o Parlamento Europeu estão convocadas para dia 9 de junho.
Em 2019, o PSD elegeu seis eurodeputados, com 21,9% dos votos, e o CDS-PP um.
