
Paulo Spranger / Global Imagens
O arguido que esfaqueou e deixou às portas da morte um homem que chamou “babe” à namorada do primeiro, numa discoteca, vai cumprir cinco anos e meio de prisão. Foi condenado por crime de homicídio simples, na forma tentada, por decisão do Tribunal de Almada, que acaba de ser confirmada pela Relação de Lisboa.
O caso que deu origem ao crime começou dentro de uma discoteca, em julho de 2019. Às 3 horas da madrugada, o arguido e o ofendido desentenderam-se porque este, momentos antes, se tinha dirigido à namorada do primeiro, chamando-lhe de “babe”. Exaltado, o arguido foi pedir satisfações e ambos se confrontaram físicamente.
Foram ambos expulsos do estabelecimento, mas, no exterior, o arguido dirigiu-se ao rival, dando continuidade às agressões. A vítima acabou por cair e foi pontapeada pelo agressor, que, a seguir, fugiu dali, dirigindo-se a um parque.
Já no parque, os rivais encontraram-se novamente e retomaram os confrontos físicos. Foi aqui que o arguido golpeou a vítima no pescoço, perto da veia jugular. Depois, agarrou-a pelos cabelos esfaqueou-a mais oito vezes, atingindo-a nos braços e no tronco.
O agressor fugiu do local, abandonando a vítima, que perdeu os sentidos, devido a hemorragias e um choque séptico. A vítima foi assistida pelo INEM e transportada para o Hospital Garcia de Orta, onde foi submetida a intervenção cirúrgica urgente. Sobreviveu e conseguiu recuperar.
O suspeito foi detido e condenado, em novembro, pelo Tribunal de Almada, numa pena de cinco anos e meio de prisão efetiva. Recorreu, alegando que a pena foi excessiva, tendo em conta que confessou e assumiu grande parte dos factos de que vinha acusado, mas o Tribunal da Relação de Lisboa negou o recurso e confirmou a pena aplicada.

