Máfia do ouro engana Casa da Moeda e lucra sete milhões no mercado negro

Ouro foi transacionado pelos suspeitos sem emissão de faturas
Foto: José Carlos Pratas / Global Imagens
Grupo de 30 pessoas e sete empresas de Gondomar estão a ser julgadas no Tribunal de São João Novo, no Porto, por associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento de capital.
Durante quatro anos, um grupo de 30 ourives e intermediários de Gondomar terá alimentado o mercado paralelo da venda de peças de ouro em todo o país. O esquema seria chefiado por um industrial, acusado de ter organizado uma complexa fraude fiscal que enganava o sistema de marcação de ouro das contrastarias da Casa da Moeda. O grupo, que está atualmente a ser julgado por associação criminosa, fraude e branqueamento de capitais no Tribunal de São João Novo, terá lesado os cofres do Estado em mais de sete milhões de euros. Sete empresas também respondem pelos mesmos crimes.

