
Capicua critica atuação da Câmara do Porto
André Rolo/Global Imagens
Confrontados com o encerramento de espaços ligados à música no Centro Comercial Stop, na Baixa do Porto, há artistas que têm manifestado o descontentamento face à decisão da Câmara Municipal.
Evocando diversos artistas e grupos nascidos no Porto, como José Mário Branco, Rui Veloso, Pedro Abrunhosa e os GNR, entre outros, a portuense Capicua critica, nas redes sociais, a atuação do Executivo liderado pelo independente Rui Moreira, que selou, na manhã desta terça-feira, 105 das 126 lojas do Stop, que há mais de duas décadas acolhe vários projetos musicais.
"Um espaço único na Europa: um centro comercial antigo em que loja sim, loja sim há um estúdio ou sala de ensaio. A autarquia responde com polícia. A cidade de Sérgio Godinho, de Zé Mário Branco, de Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, dos GNR, dos Clã, dos Ornatos Violeta e tantos outros músicos incríveis merecia melhor!", escreve a rapper Capicua.
"Realmente, uma jogada de mestre! Fazem esta operação de intimidação, o pessoal tira às pressas tudo o que tem no Stop e deixa de pagar a renda. A partir daí, com as salas vazias e os vínculos desfeitos, o caminho fica totalmente livre para fechar o Stop de vez. E no verão funciona melhor, porque precisamos de material para os concertos e não temos como resistir mantendo tudo lá dentro em modo braço de ferro", ironiza Capicua.
"Os detalhes legais e processuais podem ser vários e incontornáveis, mas há coisas prementes que não dá para ignorar. Uma cidade com sucessivos autarcas a disfarçar complexos de inferioridade (ora através de miserabilismos, ora através de orgulhos megalómanos) não pode tratar com tanto desapreço um sítio que torna o Porto verdadeiramente superior. O Município alega agastamento num processo com 10 anos. Treta. Então e as quase três décadas de batimento cardíaco?", aponta, por sua vez, o músico Samuel Úria.
