
A descoberta por populares de um saco com parte de um corpo, a 2 de maio, alertou a Polícia Judiciária, que começou a investigar
Foto: Amin Chaar
Defesa fala em intimidade “esporádica” entre o arguido e a vítima e nega premeditação, mas juízes da Relação de Lisboa consideraram que homicida agiu com “frieza de ânimo”.
Luís Lopes convenceu-se de que o namorado, Valdene Mendes, mantinha uma relação amorosa consigo por dinheiro e passou a desconfiar dele. Até que um dia recusou ajudá-lo mais financeiramente, o que levou a vítima a humilhá-lo, com ofensas verbais. Luís decidiu então matá-lo, à marretada, enquanto Valdene dormia. Depois, aproveitando a sua experiência, por ter trabalhado numa morgue, esquartejou o corpo e separou-o em sacos, que espalhou pelo Cadaval. Condenado, em julho, pelo Tribunal de Loures, a 24 anos de prisão por homicídio qualificado e profanação de cadáver, o arguido viu o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmar-lhe a pena.

