
No meio de tudo, há estratégias para evitar conflitos maiores. A primeira dica é óbvia: comunicação
Foto: Artur Machado / Global Imagens
O ressonar, a desarrumação, o dividir contas, até a escolha do restaurante. Quando passamos 24 horas juntos, há sempre fatores de fricção. Do orçamento ao itinerário, as viagens (dentro e fora do país) podem ultrapassar os limites até das amizades mais sólidas. Mas há dicas para evitar ruturas.
António Pereira já por duas vezes se arrependeu de ter feito as malas para se juntar a amigos nas férias de verão. Uma vez no Algarve, outra na região do Douro. Sempre em casas arrendadas, dias infinitos a partilhar o espaço. “A experiência foi a mesma, péssima, a não repetir.” Já lá vão uns anos desde que rumou ao sul do país com a mulher e um casal amigo, além dos filhos catraios. “Dávamo-nos muito bem, mas para os nossos amigos não havia horas para almoço nem para jantar, mesmo havendo crianças. Dormiam até ao meio-dia. Depois era um martírio para decidir a que restaurante ir, e estando lá um queria pedir um vinho caro, o outro não”, relata. Já para não falar da desarrumação pela casa, da louça a acumular-se na pia e das noites mal dormidas. “Os dois quartos eram muito próximos e o meu amigo ressonava muito. Cheguei ao ponto de ir dormir para a casa de banho. Até comprei tampões para os ouvidos na farmácia.”

