
Autópsias podem exigir testes de ADN enviados ao Instituto Nacional de Toxicologia em Madrid
Foto: Nico Rodriguez /Anadolu via AFP
Os corpos de Diogo Jota e do irmão, André Silva, que morreram esta madrugada num violento acidente, encontram-se no Instituto de Medicina Legal de Zamora à espera das respetivas autópsias, que podem demorar vários dias, segundo a delegação do Governo em Zamora.
“Os corpos estão no Instituto de Medicina legal de Zamora, onde se vão realizar todos os exames necessários para assegurar a identidade das vítimas”, disse o subdelegado do governo espanhol em Zamora, Ángel Blanco, sublinhando, no entanto, que “podem ser necessários testes de ADN que deverão ser enviados ao Instituto Nacional de Toxicologia em Madrid”.
Segundo fontes consulares, só depois da realização da autópsia é que os corpos serão trasladados para Portugal, e desconhece-se o tempo necessário para o procedimento. Na conferência de imprensa, Blanco confirmou que a violência do incêndio ocorrido após o acidente “dificulta os trabalhos de reconhecimento” e não se descarta que “os resultados possam demorar vários dias”.
Ainda de acordo com as mesmas fontes consulares, o jogador e o irmão foram identificados pelos documentos encontrados no carro.
Diogo Jota e o irmão despistaram-se no quilómetro 65 da A52, município de Cernadilla, Zamora. Segundo um comunicado da Guardia Civil, a investigação aponta para "o rebentamento de um pneu durante uma ultrapassagem". Depois do acidente, o veículo incendiou-se e os dois ocupantes morreram.
