A não ser que se dê alguma espetacular reviravolta, a Madeira deverá voltar a eleições em breve, as terceiras no espaço de um ano e meio. Ao chumbo do orçamento para 2025 por toda a oposição, naquilo que o PSD-M rotula de coligação negativa, soma-se a provável aprovação, na terça-feira, da moção de censura apresentada pelo Chega-M ao Governo minoritário liderado por Miguel Albuquerque, argumentando com os processos judicias por corrupção envolvendo cinco governantes.
E o que esperam os madeirenses? Mais do mesmo. Uma votação “à americana”, ou seja, a escolha “do mal o menos” – manter o status quo enquanto as lideranças dos partidos tradicionais não dão a vez à renovação interna – e da mais que certa continuação deste bailinho ensandecido. À boca pequena todos desfiam o novelo dos compadrios em que a ilha vive enredada e recordam o medo irracional de antanho de perder reformas ou empregos se se votasse numa alternativa.
Quem ganha são as franjas: o instável Chega, que baila de uma opinião à sua contrária conforme a demanda nacional, e o surpreendente outsider Juntos pelo Povo, cujo líder largou um PS erodido. Uma coisa parece certa: vamos todos enjoar nas curvas da Madeira.

