
Carla Fonseca tinha 45 anos
D.R.
Um homem matou a ex-mulher, por volta das 23.30 horas de terça-feira, num parque de estacionamento, no centro de Felgueiras, e ter-se-á suicidado noutro local. Há quatro dias, o homem tinha sido denunciado à GNR por violência doméstica.
Segundo apurou o JN, o suspeito deu três tiros na vítima, Carla Susana Moura da Fonseca, que era professora, num parque de estacionamento junto ao apartamento da mulher, na Rua António Fernando Moura Dias de Azevedo, no centro de Felgueiras. O filho de ambos, que é menor de idade, estaria dentro do apartamento quando a mãe foi morta.
O homicida seria encontrado morto, pouco tempo depois, na rotunda de acesso à autoestrada (A 11), na Longra, com lesões causadas por um tiro.
Carla Fonseca tinha 45 anos, enquanto o ex-companheiro tinha 59. Era um empresário do setor do calçado e tinha estado casado com outra mulher, com quem teve dois filhos.
A relação do empresário com a vítima durou cerca de 15 anos, mas terminou há cerca de um ano. O casal tinha um filho em comum.
Apesar da separação, o casal coabitava num apartamento da Rua António Fernando Moura Dias de Azevedo. Nos últimos tempos, conta um vizinho, o homem não era visto ali com tanta frequência.
Ainda segundo informações recolhidas pelo JN, a mulher tinha apresentado uma queixa na GNR, há quatro dias, contra o ex-companheiro, por violência doméstica.
A avaliação que a GNR fez da situação, em função dos factos relatados, que remetiam sobretudo para violência verbal, levou a que o caso fosse classificado como de "baixo risco".
Os factos foram remetidos para o Ministério Público, para realização de um inquérito criminal.
Quando um caso deste tipo é classificado como de "risco médio", as autoridades fazem um acompanhamento mais próximo e imediato do caso. Isso pode passar, por exemplo, por estabelecer contacto com a vítima nos dias seguintes, para ver como evolui a situação.
