
PSP levou os arguidos para o tribunal
José Carmo/Global Imagens
O Ministério Público quer que os quatro arguidos detidos por suspeitas de terem espancado o zelador de André Villas-Boas e de terem cometido cerca de 40 assaltos na mesma noite sejam colocados em prisão preventiva. A decisão é conhecida no início da tarde desta quarta-feira.
Nenhum dos quatro jovens detidos do âmbito da Operação "Zelador" quis prestar esclarecimentos ao juiz de instrução criminal, Pedro Miguel Vieira, durante os interrogatórios judiciais que começaram na terça-feira à noite. No término das diligências, o procurador do Ministério Público promoveu a prisão preventiva dos quatro jovens, que já estavam sob alçada de medidas de coação por causa de outro processo de crimes contra o património.
Os arguidos, com idades entre os 18 e os 22 anos, foram detidos entre ontem e anteontem, numa operação que levou a PSP a realizar várias buscas que permitiram a apreensão de elementos de prova dos crimes.
São suspeitos de terem começado a série de crimes, na madrugada de 22 de novembro, num restaurante de Gaia, onde levaram um ecrã plasma e bebidas alcoólicas. Foram depois para a cidade do Porto, para assaltar várias viaturas. Seguiram para a rua onde mora Villas-Boas, onde espancaram o zelador de 64 anos. Roubaram-lhe o telemóvel, entretanto apreendido nas buscas, e o carro que usaram para cometer outros furtos no interior de veículos, na zona da Foz do Porto.
A investigação da PSP ainda está a apurar se os arguidos foram instigados a provocar distúrbios à porta do candidato à presidência do F.C. Porto ou se agiram por iniciativa própria.

