
Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura
Foto: Leonel de Castro / Global Imagens
O Inverno vai ser “húmido e ameno”, com “fortes probabilidades” de maior precipitação, revelou a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes. Na conferência de imprensa da comissão de monitorização da seca, a governante alertou que a situação no Algarve está “pior” do que há um ano. As águas subterrâneas preocupam.
O ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, anunciou que as albufeiras estão a 68% da capacidade, 12% a mais do que há um ano.
Maria do Céu Antunes referiu que, embora o país tenha conhecido um "alívio" da situação de seca no final de setembro, esta "voltou a ser agravada" com a "onda de calor" de outubro.
Segundo o IPMA, o resto do mês deverá ser "ameno e húmido", frisou.
Ainda assim, a governante alertou que o país continua a viver uma situação "muito assimétrica" no que toca à precipitação: no Alentejo e no Algarve mantêm-se os níveis "inferiores ao normal", não sendo expectável uma "recuperação plena". As massas de água subterrânea dessas regiões também preocupam, pelo que continuarão a ser monitorizadas.
Das 65 albufeiras monitorizadas, 60 "conseguiram cumprir o que estava previsto" na campanha de rega. Este ano, Portugal teve 54% do território em seca severa ou extrema, contra os 100% do ano passado, pelo que o país vive hoje uma "situação mais favorável". Ainda assim, a realidade no Algarve é "pior" do que em 2022.
Duarte Cordeiro revelou que as albufeiras estão a 68% da capacidade, contra os 56% de há um ano na mesma altura. Contudo, Algarve e litoral alentejano pioraram, descendo de 33% para 25%. Afirmou que há perspetivas "positivas" de chuva para a próxima semana, mas avisou que será preciso esperar para ver se será suficiente para "recuperar" as zonas mais críticas.
