
André André decidiu o jogo
ESTELA SILVA/LUSA
O F. C. Porto venceu o Benfica, por 1-0, e isolou-se, provisoriamente, na liderança do campeonato, enquanto as águias já estão a quatro pontos dos dragões, que, agora, esperam pelo resultado que o Sporting conseguir, esta segunda-feira, frente ao Nacional.
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Num clássico escaldante e entusiasmaste, tudo ficou decidido a quatro minutos dos 90, quando a mais brilhante jogada de todo o encontro permitiu a André André superar Júlio César e oferecer a primeira vitória de sempre a Julen Lopetegui frente ao Benfica. O médio português assinou uma exibição para mais tarde recordar.
Julen Lopetegui voltou a apostar em Rúben Neves e Imbula no centro do terreno, com André André, Brahimi e Corona a trocarem constantemente de posições no apoio a Aboubakar. Já Rui Vitória surpreendeu ao entregar a titularidade a André Almeida ao lado de Samaris e o português não tremeu, apesar da escassa utilização esta época.
O F. C. Porto entrou determinado no encontro, mas sentiu dificuldades em furar o sector recuado das águias e muito por culpa própria, já que apostava demasiado em jogadas pelo centro do terreno. O Benfica manteve a tranquilidade e quando respondeu esteve muito perto de gelar o Dragão.
Aos oito minutos, Gaitán cobrou um pontapé de canto e Mitroglou, ao segundo poste, cabeceou para golo, mas Iker Casillas fez uma defesa sensacional, num filme que se repetiria pouco depois. De novo Gaitán na bola parada, desvio de Luisão e Casillas a ganhar o segundo duelo com o avançado grego.
Já os dragões não conseguiram, até ao intervalo, criar lances de verdadeiro perigo enquanto clássico ia aquecendo. Maxi e Gaitán espoletaram a confusão que se estendeu a Eliseu, com o lateral do F. C. Porto a ver o cartão amarelo.
Já depois de Artur Soares Dias apitar para o final dos primeiros 45 minutos, Maicon levantou demasiado o pé junto da cabeça de Jonas (para cortar a bola) e lá surgiu a confusão do costume, com jogadores, técnicos e responsáveis das duas equipas a trocarem empurrões.
Com tudo mais calmo, temporariamente, o F. C. Porto entrou em grande no segundo tempo. Logo ao terceiro minuto, André André tirou um cruzamento perfeito da direita e Aboubakar voou para a festa, mas a bola foi devolvida pelo poste da baliza de Júlio César.
O médio portista voltou a estar em destaque pouco depois, com um passe açucarado a isolar Aboubakar, mas o camaronês voltou a não ser feliz: passou por Júlio César, mas escorregou e permitiu a recuperação de Luisão.
O Benfica também começava a ameaçar, sobretudo em saídas rápidas para o ataque e, num desses lances, Gonçalo Guedes encontrou a cabeça de Mitroglou, mas o grego não acertou na baliza de Casillas. No outro extremo, Brahimi levou os adeptos portistas ao desespero quando, com todo o tempo do mundo para rematar, acertou num adversário.
Era tempo das substituições e Lopetegui não se livrou de ouvir das boas do tribunal do Dragão quando, a dez minutos do fim, decidiu substituir Aboubakar por Pablo Osvaldo. Os adeptos queriam mais ousadia, mas a cinco minutos do final mais ninguém se lembrou disso.
Brahimi bem a tocar para Varela e o extremo português a partir a defesa do Benfica com um passe que deixou André André na cara do golo. O médio, um dos melhores em campo, teve a calma e a classe para bater Júlio César e tornar-se no grande herói do clássico.
