
Uma das vítimas das explosões no aeroporto
Reuters
"Um homem gritou em árabe. Gritou algumas palavras e depois ouvi um enorme estrondo", disse à imprensa belga Alphonse Lyoura, uma testemunha que pertence à segurança das bagagens do aeroporto internacional de Bruxelas, que estava a poucos metros da deflagração.
"Ajudei cinco ou seis feridos e tiramos do local cinco corpos que já não se mexiam. Era o pânico. Escondi-me alguns minutos, depois da primeira explosão e passados nem dois minutos houve outra explosão", adiantou ainda a testemunha.
"Muitos perderam as pernas. Era um horror. A Bélgica não merecia isto. Tive muita pena. Vi um homem que perdeu as duas pernas e um polícia que tinha uma perna totalmente desfeita.", afirmou ainda Alphonse.
Outra testemunha do atentado no aeroporto explicou que "estava a passar pelos pórticos dos check-in quando vi muitos militares com cães que pareciam nervosos. Ouvi uma porta a bater e um cão a correr. Logo a seguir ouvi a explosão. Corremos todos. Passamos os pórticos e a zona de segurança a correr. Fomos depois evacuados pelas saídas de socorro. O teto ruiu, as janelas explodiram na zona do check-in. Era o pânico. Toda a gente gritava e chorava", adiantou Veronique, uma passageira que ia embarcar.
"Havia feridos por todo o lado"
"Ouvimos um enorme estrondo e pessoas a correr na nossa direção. Estavam em pânico e a chorar. Havia feridos por todo o lado", explicou Anne, uma funcionária do aeroporto, onde também estava um passageiro chamado Peter que teve de socorrer uma criança. "Ouvi a primeira explosão e agarrei uma criança ao meu colo. Escondi a criança debaixo de um balcão e depois entreguei-a a um polícia que estava lá", explicou a testemunha que também adiantou: "Havia feridos por todo o lado. Queria ajudar as pessoas mas não conseguia. Fugi o mais rápido possível".
