O relatório divulgado, sexta-feira, pelo Departamento de Estado norte-americano refere que Luanda fez "alguns progressos" em 2010 nas investigações a elementos da polícia responsáveis por violações de direitos humanos, mas lembra que a "impunidade permaneceu um problema" em Angola.
O documento de 2010 sobre Direitos Humanos do Departamento de Estado refere que apesar destes avanços, a "impunidade permanece um problema" naquele país, já que os resultados das investigações sobre os abusos cometidos pelas forças de segurança raramente foram divulgados.
O Departamento de Estado norte-americano também salienta que durante o ano passado em Angola "não houve relatos de que o governo ou os seus agentes tenham cometido homicídios politicamente motivados".
O mesmo documento lembra, contudo, que vários activistas de direitos humanos e órgãos de comunicação social angolanos acusaram as forças de segurança de terem morto de forma arbitrária "um número desconhecido de pessoas".
Outros problemas identificados em matéria de direitos humanos são as más condições das prisões, detenções e prisões arbitrárias, corrupção e impunidade a nível oficial, ineficiência e falta de independência judicial, prolongadas prisões preventivas, restrição da liberdade de expressão, assembleia e associação.
