Matosinhos

Lar do Comércio não vai ser evacuado

Bombeiros das três corporações de Matosinhos ajudaram, há 15 dias, a separar idosos doentes Artur Machado/ Global Imagens

Os 90 utentes do Lar do Comércio, em Leça do Balio, Matosinhos, que estão infetados com covid-19 não vão ser retirados da instituição. A direção da instituição pediu ajuda à Câmara nesse sentido, mas chegou-se à conclusão que o melhor era os idosos permanecerem no lar, mas com a devida segregação.

Segundo o JN apurou, a direção do lar chegou a enviar um comunicado a avisar as famílias que os utentes infetados iriam ser retirados da instituição.

Mas depois de uma reunião com elementos da autarquia, que aconteceu esta segunda-feira, chegaram à conclusão que o melhor era os idosos permanecerem no lar.

Todavia, a segregação dos utentes, exigida pelo delegado de saúde desde a primeira vistoria realizada ao lar, no passado dia 7 de abril - para que não haja maior risco de contágio - ainda não aconteceu.

Daí que a direção do lar comprometeu-se, na reunião desta segunda-feira, a enviar à Câmara de Matosinhos uma lista daquilo que precisam para proceder a essa alteração física dentro das próprias instalações.

Aliás, foi com a ajuda da equipa da Proteção Civil e 24 bombeiros das quatro corporações do concelho que foi possível, no passado dia 26 de abril, criar duas enfermarias para depois ser feita a segregação dos doentes.

Mas até à data, esse procedimento ainda não foi levado a cabo pela instituição.

Isto, apesar da direção, no mês passado, ter garantido ao delegado de saúde, Jaime Baptista, já o ter feito.

A falta de pessoal foi apontado como um dos problemas do lar. Mas a 30 de abril, a instituição enviou um comunicado em que fez saber que, "uma nova equipa médica e de enfermagem, liderada pelo médico Francisco Ferrão", iriam entrar em funções ainda naquela semana.

Também a Segurança Social já disponibilizado 17 enfermeiros.

Entretanto, no Lar do Comércio já morreram 17 utentes com a covid-19 e outros 90 estão infetados.

As famílias dos utentes continuam a queixar-se de falta de informação e temem pela vida dos seus familiares.

O JN tentou, sem sucesso, falar com a direção do lar.

Marta Neves