Desporto

Santa Clara quer apoio para jogar no continente

Osama Rashid, capitão do Santa Clara Tony Dias / Global Imagens

O Santa Clara quer receber um apoio para fazer face às despesas de logística, caso o clube tenha de jogar o resto da Liga de futebol fora de casa devido à covid-19.

"Nós precisamos de apoio para suprir as questões de logística que vamos ter. Desde passagens aéreas, alojamento, alimentação, transportes, estadias. É um conjunto de despesas muito grande que vamos ter e que surgem do facto de não conseguirmos jogar em nossa casa", disse à agência Lusa o presidente do clube açoriano, Rui Cordeiro.

Nas últimas semanas, foi avançada a possibilidade de os clubes insulares da Liga (Santa Clara e Marítimo) jogarem no continente, de forma a mitigar os potenciais contágios do novo coronavírus.

Uma possibilidade que foi inicialmente sugerida pelo Santa Clara, com o objetivo de "garantir a saúde dos açorianos", apesar de Rui Cordeiro reconhecer que a decisão iria provocar uma quebra de receita, "que tanta falta faz" às empresas açorianas que vivem um momento de "aflição".

O clube açoriano entende que o apoio "deverá ser atribuído pela Liga em sintonia com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF)".

Os encarnados de Ponta Delgada estimam que a deslocação e a estadia no continente para disputar o resto do campeonato custe entre os 150 e os 200 mil euros.

O Santa Clara pede uma "resposta urgente" quanto ao futuro da I Liga, assinalando que está a aguardar por uma "decisão da Liga de clubes em sintonia com a FPF".

Rui Cordeiro frisa que a formação açoriana "ainda não tem um local definido" para jogar as dez jornadas em falta.

"Nós não sabemos o local dos jogos, temos de tratar da estadia, dos transportes, da alimentação. Há a questão das ligações aéreas, que são muito diminutas por questões de saúde. As perguntas são muitas e nós precisamos de algumas respostas para organizar a nossa vida", destacou o dirigente.

A Liga, na qual o Santa Clara está no 10.º lugar, com 30 pontos, tem o seu retorno agendado para 30 e 31 de maio, para se disputar as restantes 10 jornadas.

JN/Agências