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Mulheres juristas escrevem a Costa a pedir paridade no Governo

Maria João Gala/Global Imagens

A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ) espera que a formação do novo Governo seja orientada no sentido da defesa e promoção dos Direitos Humanos das Mulheres.

Apurado o vencedor das eleições, a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ) redigiu uma carta a António Costa a alertar para as questões de paridade no próximo Governo. A APMJ considera importante garantir a paridade entre homens e mulher em "todos os cargos políticos". "Tal desiderato será adequadamente assegurado se o novo elenco governativo contar com uma participação paritária de mulheres e homens", pode ler-se no comunicado enviado às redações.

Citando a Constituição, a Associação sublinha que a paridade, que também é o garante de uma participação direta e ativa de cidadãs e cidadãos na vida política, é uma "condição e instrumento fundamental do sistema democrático".

António Costa, muito criticado pela dimensão dos seus Governos, convidou oito mulheres para pastas ministeriais em 2019. Assim, o Governo de Costa teve oito mulheres e 12 homens num total de 20 ministros. Todas as mulheres que assumiram cargos de ministra permaneceram até ao final da legislatura.

Enzo Santos