Economia

Transportes rodoviários de passageiros pedem reforço de apoios para garantir serviço público

Setor do transporte público rodoviário de passageiros soma um prejuízo acumulado de 70 milhões de euros Pedro Granadeiro/Arquivo Global Imagens

O setor do transporte público rodoviário de passageiros soma um prejuízo acumulado de 70 milhões de euros, face à escalada dos preços dos combustíveis, e reclama um aumento dos apoios estatais para garantir o serviço público.

A Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP) esteve reunida, na quarta-feira, com o Governo para avaliarem os apoios de que o setor necessita para fazer face ao sucessivo aumento do preço dos combustíveis.

"O prejuízo acumulado de um ano e meio ascende a cerca de 70 milhões de euros. Naturalmente que há empresas com muitas dificuldades. Todos os dias recebemos esses sinais [...]. Mais urgente se torna esta tomada de posição do Governo para acompanhar, nesta altura excecional, os aumentos dos combustíveis. Não podemos suportar mais prejuízo", afirmou, em declarações à Lusa, o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins.

Este responsável alertou para o facto de o serviço público poder ficar comprometido, notando que as empresas não podem repercutir os aumentos nos preços ao consumidor.

Assim, conforme apontou, o setor está dependente dos apoios dados pelo Governo para mitigar o impacto desta situação.

No entanto, ressalvou que as ajudas pontuais que foram atribuídas representaram cerca de 36% do sobrecusto suportado pelas empresas, perante o aumento dos combustíveis.

Da parte do Governo, segundo a associação, "o 'feedback' foi positivo", havendo sensibilidade para analisar a questão.

A ANTROP reiterou esperar que os apoios venham a concretizar-se, sob pena de não haver um serviço público de transporte. "Não podemos suportar, por mais tempo, este prejuízo e temos que encontrar uma forma de atualizar esse apoio financeiro, nos exatos termos em que é atualizado o preço dos combustíveis", concluiu Luís Cabaço Martins.

A ANTROP representa cerca de 80 associados no país.

JN/Agências